Segunda Revolução Industrial | Resumo

Lara Luz (Graduanda em História | UFBA)

Países da Europa Continental passaram a integrar, no universo da produção industrial, um conjunto de inovações tecnológicas. A energia a vapor foi sendo substituída pouco a pouco pela energia elétrica e pelo motor à combustão, além de o ferro ser substituído pelo aço.
Os EUA (pós Guerra Civil de 1861-1865) e o Japão (pós Revolução Meiji de 1868) também participaram desta mudança no sistema produtivo, começando a incorporar inovações tecnológicas e a investir na pesquisa e aplicação produtiva dessas tecnologias.
Ideia de Progresso: Os inventos científicos afirmavam a racionalidade e o discurso cientificista apesar da miséria atingir boa parte da população europeia e do resto do mundo.
Novas Diretrizes: Transformação na forma de organização empresarial. Antes o proprietário era também o diretor, gerenciava sua empresa. No entanto, agora a ideia era pagar para que homens pensassem na otimização dos recursos da empresa, no lucro e na redução de custos. A partir disso, aos poucos, uma administração de empresas surgiu para atender tais novas diretrizes propostas pelo proprietário.

∆ EFEITOS ∆

Por alterar a vida coletiva e individual, a Segunda Revolução Industrial impulsiona o surgimento do proletariado urbano que questiona e luta por melhores condições de vida, originando movimentos sociais que colocaram em questão o poder da burguesia.
Ludismo: O movimento dos quebra-máquinas, liderado por Ned Ludd, entendiam as máquinas como “mal” que precisavam ser destruído, pois associavam às maquinas a exploração que sofriam.
O debate em torno de leis trabalhistas levou a Inglaterra a ser o primeiro pais a ter o “factory acts” que são as leis da fábrica.
Dentre tais movimentações, encontram-se as propostas dos socialistas utópicos (Robert Owen e Charles Fourrier), dos anarquistas (Bakunin e Proudhon), dos socialistas científicos (Marx e Engels).
As várias empresas começaram a se unir (base da formação de holdings, trustes e cartéis) para terem melhores condições de enfrentar as indústrias de outros países, assim se deu a passagem do capitalismo concorrencial para o monopolista e imperialista.
A partir dessas alterações industriais na Europa, nos EUA e no Japão do fim do século XIX, começam as movimentações imperialistas das potências mundiais nos continentes africano e asiático. E, por conseguinte, as acirradas tensões acerca dos domínios e avanços faz eclodir a Primeira Guerra Mundial no século XX.

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